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A IDENTIFICAÇÃO DO PAI E A FORMAÇÃO DO SINTOMA NEURÓTICO NO CASO DO HOMEM DOS RATOS.

A IDENTIFICAÇÃO DO PAI E A FORMAÇÃO DO SINTOMA NEURÓTICO NO CASO DO HOMEM DOS RATOS. “Se tenho esse desejo de ver uma mulher despida, meu pai deverá faltamente morrer” Para olhos menos atentos apenas manias excêntricas, mas para Freud um caso clássico de neurose obsessiva se apresenta, quando em analise este homem notoriamente conhecido como homem dos ratos é ouvido, e em seu discurso sua condição se revela. Durante anos de sua vida se fez presente tal quadro, buscarei identificar a figura do pai em sua patologia, como também a formação de seus sintomas. A figura de seu pai esteve tão presente pra ele que não foi sem surpresa que Freud veio descobrir só depois de um certo tempo de analise com seu paciente que o pai de fato já era morto, e em sua narrativa dos fatos para ele não havia distinção do pai vivo do morto em seus efeitos, pai este que para o paciente era o agente castrador de seus desejos, e nessa ambivalência de amor e ódio, o efeito do olhar do pai sobre ele esteve...

tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar

NEUROSE E PSICOSE DESCRIÇÃO DA CENA: Um seio enorme avança ameaçadoramente por um campo aberto, na direção de nosso herói (Woody allen) que o aguarda, ao chegar perto, o seio começa então a investir contra ele, tentando esmagá-lo, e ao mesmo tempo esguichando seu leite mortal, nosso herói então começa a driblá-lo, em um zigue –zague constante pra não ser atingido, então chega a hora de usar a sua arma secreta, a cruz que ele trazia em seu bolso, sacando-a, ele a mira na direção do grande seio, só que não tem o efeito desejado, ele insiste, mas o seio avança, então... ele o atrai pra uma armadilha, onde escondido atrás de uma cortina há um grande sutiã, e esse finalmente consegue deter o seio. A cena descrita é do filme Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar, (Everything You Always Wanted to Know About Sex (But Were Afraid to Ask), de Woody Allen, que será usada como pano de fundo para comentarmos dois dos textos de Freud, Neurose E Psicose (192...

O Diagnóstico no Caso Único e a Teoria do Objeto a

1. Introdução “Uma vez roubada, usurpada, Libido não sucumbiu na prisão erguida pelo Pai (...). Libido não morreu, mas se fez nuvem, água, manancial, torrente. Eu a vertia – dizia o Pai – no tonel das Danaides; ali estava resguardada. Mas sabemos o que ele não sabia: essa não era uma caixa que pudesse retê-la. Pai, não vês que fujo, que escapo, que precipito o incêndio? Não, o Pai não via que Libido se ia e que, no deserto, mil oásis floresciam. O pai acreditou estar enterrado junto com Libido. E o sujeito acreditou – acreditou que o Pai a tinha, com um abraço, na morte. Durante esse tempo, Libido se metabolizava alegremente sem que ninguém a reconhecesse. E o sujeito era feliz sem o saber”. O mito elaborado por Miller (2005) exprime com precisão o limite teórico-clínico da teoria do Pai em Lacan: a categoria de gozo impôs tal limite. Neste sentido, o avanço conceitual da teoria do pai a partir, principalmente do final dos anos 60, parece confirmar o caráter problemático das três gra...

O QUE É PRECISO PARA VIVER UM GRANDE AMOR?

"O que é preciso para viver um grande amor?” Cláudia Henschel de Lima (Psicanalista e professora universitária. Coordena o Núcleo de Pesquisa em Toxicomania e Alcoolismo do Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro e o Laboratório de Investigação em Psicopatologia Contemporânea). Equipe de alunos que auxiliou na busca de dados: Adilson Pimentel Valentim, Carlos Emmanuel Rocha, Natália Rodrigues – alunos do 7 período do curso de Psicologia do Uni-IBMR) No dia primeiro de março, o programa Fantástico exibiu uma matéria sobre desempenho sexual do brasileiro e a descoberta da pílula do amor. A matéria tinha como base duas pesquisas: a primeira, conduzida pela psiquiatra Carmita Abdo, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, que concluiu que 47% dos brasileiros fazem sexo sem vontade; e a segunda, comandada por Larry Young na Universidade de Emory (no estado americano da Geórgia), que observou o comportamento de roedores e concluiu que as fêmeas que recebem dos...
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A Nave dos Loucos O quadro, A Nave dos Loucos, exposto em Paris, geralmente atribuído ao período intermédio do Bosch, condena mais veemente e claramente frades e freiras. Ilustra duas freiras ou bequinas que se divertem com um grupo de camponeses num barco construído de forma estranha: seu mastro é construído por uma arvore com folhas, um ramo partido serve de leme, estando sentado no cordame à direita um louco. Devido a esta figura, muitos autores viram alguma relação entre este quadro à Nau dos Loucos, de Sebastian Brant, cuja popularidade contemporânea é mostrada pela publicação de seis edições e numerosas traduções do poema, quando o autor ainda era vivo, Bosch deve ter conhecimento para a sua pintura, pois a nau era uma das metáforas mais populares da idade Média. O navio da igreja, por exemplo, com uma tripulação constituída por prelados e sacerdotes que levava as almas cristãs ao porto seguro do Céu, era uma imagem muito conhecida. Na peregrinação da vida humana, de Guillau...

FREUD, A CIÊNCIA E A TOXICOMANIA

FREUD, A CIÊNCIA E A TOXICOMANIA Claudia Henschel de Lima 1. FREUD E A CIÊNCIA O desenvolvimento da problemática da toxicomania, no interior da psicanálise é indissociável da colocação do problema acerca do status da psicanálise (como teoria e clínica) em nossos dias, em que a ciência está submetida ao regime capitalista. Dois elementos definem a direção dada a investigação da toxicomania. São eles: · A evolução dos conceitos em Freud está articulada a concepção do que vem a ser uma ciência. · Isso será evidenciado pela descrição do modelo fisiológico empregado por Freud para explicar os efeitos da cocaína sobre o corpo. O fato da ciência funcionar como o ideal que orientará o entendimento sobre a cocaína, impõe o distanciamento entre os argumentos de Freud e os da psiquiatria clássica. 2. A ORIGEM DA CATEGORIA DE TOXICOMANIA · Loucura Clássica. A consideração a respeito da loucura na época clássica está intimamente articulada ao cogito cartesiano. A loucura está fora do co...

Deprimido ou triste?

Deprimido ou triste? Cláudia Henschel de Lima. Adilson Pimentel Valentim (aluno do 6º período do curso de psicologia do UNI-IBMR; auxiliar de pesquisa do Laboratório de Investigação das Psicopatologias Contemporâneas). Natália Ferreira Rodrigues (aluna do 6º período do curso de psicologia do UNI-IBMR; auxiliar de pesquisa do Laboratório de Investigação das Psicopatologias Contemporâneas). A época em que vivemos Vivemos em uma época de elevado consumo de antidepressivos e estimulantes. Os dados divulgados pela Secretaria Nacional Antidrogas do governo do Brasil, em 2007, evidenciam que o consumo de estimulantes, anfetaminas e benzodiazepínicos é maior do que o próprio consumo de cocaína. Esses dados mostram um fato que a atenção concentrada no consumo de drogas ilícitas encobre: a necessidade, por parte da população brasileira de consumir substâncias que tratam as alterações do humor – seja para produzir sentimentos de ânimo, alegria ou felicidade (o uso de estimulantes e anfetaminas),...